Teresa Almeida

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A Música

A música une as pessoas, enche estádios de futebol numa vibração de amor e alegria, derrota a solidão, tira o corpo do sofá, põe os lábios a sorrir e as almas a cantar. 

 

A música abana-te, acorda-te e empurra-te para a vida.

 

Uns mais, outros menos, mas toda a gente gosta de música.

 

Música é companhia, música é energia, música é liberdade, música é sentimento, música é paz, a música é um espelho.

 

A música é uma amiga sempre próxima e disponível que não te deixa sozinha, que te põe a dançar, que te faz cantar a plenos pulmões, que te faz sentir emoções, que te embala na sua harmonia e que muitas vezes te reflete nas letras das histórias que conta.

 

Eu amo música e não concebo a vida sem o som das notas musicais a pairar no ar.

Seria como não ter sol, nem dia, nem lua, nem noite, nem alegria na alma que tem a música como língua materna.

 

Tenho na música a minha amiga mais antiga e leal.

 

Uma das memórias mais felizes que tenho da minha infância é a de estar sentada no sofá, de banho tomado e mantinha quentinha sobre as pernas, a ver a minha mãe a arrumar a cozinha e o rádio da sala ligado, baixinho, a tocar todo o tipo de músicas no programa “Oceano Pacífico”.

 

Podia ficar assim por horas a fio, sentia-me feliz e em paz.

 

Engraçado como o que nos marca a infância nos fica para a vida.

 

Ainda hoje é assim, a música para mim é felicidade e paz.

 

Mexe-me com o corpo, comunica-me com a alma, eleva-me a energia, faz-me sentir viva, aproxima-me de mim mesma e desliga-me do mundo. Fala-me sobre mim, conta-me histórias que não vivi, nunca me deixa sozinha e deixa-me visitar por breves momentos todo o tipo de sentimentos e sensações .

 

Se ela te fala de amor por momentos também amas, conheces o sentimento, vais buscá-lo na memória dos sentidos.

Se fala de guerra vestes a alma de camuflado, sentes o frio da dor, a pena dos inocentes e a raiva da injustiça.

Se te fala de liberdade, seja ela qual fôr, sentes que tens a força dos ventos e nada te detém. 

 

O universo das palavras é tão vasto e há tantas maneiras diferentes de dizer as mesmas coisas que, na música, podemos falar de qualquer coisa milhões de vezes, de uma forma sempre inovadora e com muitos estilos diferentes de expressão.

Tudo com apenas 7 mágicas notas musicais, que transportam as mensagens da mente para o coração e do coração para a alma.

 

A música toca em cada um de nós de uma forma distinta e os próprios instrumentos musicais são todos tão diferentes, uns mais apelativos aos sentidos do que outros, dependendo dos gostos. 

 

Eu confesso que tenho uma queda pelo Rock’n’Roll e pela guitarra elétrica, mas adoro um piano, um violino, um saxofone, uma harmónica e a forma como aparecem nas músicas e criam aquele momento espetacular, onde contam a sua versão daquela  história e sente-se a diferença. 

Aquele minutinho, em que aquele instrumento fez ouvir a sua voz e nos transportou para um outro momento na música, é  delicioso.

 

Mas gosto mais da guitarra, principalmente a elétrica, porque é muito expressiva. Ela vibra-me no corpo e ecoa-me na alma, sussurra, grita, chora, abraça-me, eleva-se bem alto e leva-me com ela, pega-me no colo e adormece-me na paz das suas notas mais suaves.

 

O som da guitarra é uma vibração que sinto cá dentro, mais forte do que  a de qualquer outro instrumento.

 

Mas também gosto muito de música clássica porque não tem letra, não remete para nenhuma emoção intencionalmente, apenas te faz sentir e tu nem sabes explicar o quê. 

 

Todas as músicas sem letra não passam pela mente, vão do coração à alma num voo direto sem escala.

 

Essas tocam-me a alma e fazem-me chorar. 

 

E não há como o piano e o violino para fazer aquele eco, que se expande de tal forma em ti que as lágrimas caem naturalmente, porque de alguma forma, a alma tem que libertar-se de tanto sentir.

 

Um bom exemplo disso em mim é a “Out of Africa”, de John Barry, do filme “África Minha”.

Esta música tão suave é profunda, e para mim, é uma mistura doce de amor e saudade. Adoro.

 

A minha alma adora e chora porque sente, e sente porque está viva, e está viva porque a música pulsa na sua energia.

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